quarta-feira, 17 de abril de 2013

Melro (Blackbird) - Medicina Animal



 Melro - Medicina Animal, 2013
Jayada© Grafite sobre papel - 21cmx18cm
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Medicina: Talentos e Criatividade recolhecidos, cura pela voz, brilhar para o mundo, habilidade para se manter enraizado na Terra enquanto segue seu caminho Espiritual, movimento e Yoga, determinação e foco. Ensina como reconhecer seu Poder e usá-lo em seu máximo potencial.

A vida em Cabaços...

Depois do inverno mais quentinho da minha vida, tricotando à lareira nesta acolhedora casa de taipa com aquecimentro central ulálá, está aberta a temporada da piscina com o povo todo à porta a banhar-se no Festival da Alegria. As favas e as ervilhas estão quase no ponto da colheita, a mula do vizinho veio ajudar a revirar a terra para novas colheitas, novos amigos passando na comunidade, cães e gatinhos a nascer, os vasos dos aloés de volta ao alpendre passada a geada, flores de todas as cores banhando-se ao sol de cara sorridente. O Babalu anda à solta no jardim que há tanto lhe havia prometido recuperar, a Rebeca... lá vai andando nos seus centenários anos caninos, meio aos caidos mas Feliz, e eu também. Solteira, centrada, radiante, aproveitando as aulas de Yoga, que não sei quanto tempo o professor fica por cá, Saudações ao Sol, Saudações à Lua, Saudações à Terra...Gratidão à vida...
 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Lotus feet

Não sei se está terminado... mas se não está, está quase... Faltam-lhe uns negros, umas linhas a fugir para qualquer lado.... já as apanho :)...

                                    
Surrender to God inside, 2012
Jayada©
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Chamar as coisas pelos nomes...

Faz muito tempo que não passo por aqui... mas tenho visto passar golfinhos... 
No sul da Índia, num Ashram que desejava faz algum tempo conhecer: Amritapuri em Kerala. Uma comunidade nasceu e cresceu tomando proporções astronómicas, no meio de uma língua de floresta de coqueiros entre o mar e o rio. Tudo por causa de um Ser maravilhoso chamado Amma, que pela sua santidade atrai milhares de pessoas de todo o mundo para dentro do seu abraço. Não tenho palavras para expressar a Ela a Gratidão que sinto por tudo o que me tem dado nos últimos 4 anos. É uma experiência que só pode ser vivida e sentida. Experiência sempre muito profunda e pessoal, pois Ela nos conhece e dá a cada um aquilo que individualmente precisamos.
Poder passar 2 mêses seguidos na Sua Presença Amorosa é Pura inspiração Divina de toda a Mestria que nós também Somos, se acreditarmos que Somos mais do que aquilo que pensamos que somos. :)...
Abrindo o coração, partilhando, trabalhando, abraçando-me em Tudo... Impossível voltar igual. E não voltei. Até o nome mudou, pois recebi um novo nome, dado por Ela: Jayada. Assim passo a me chamar e a assinar minhas criações. Nunca gostei de assinar os meus trabalhos. Era como se ao faze-lo no final estivesse a colocar uma cerca à volta deles. Como se os quisesse tomar para mim. E a arte não pode ser tomada, apenas dada. A Arte é livre e como um pássaro não posso fecha-la na gaiola do meu cunho, pois não é minha, é de todos, é de Deus. Assim pensei sempre... Mas quando à uns mêses comecei a desenvolver desenho realista, algo nesta visão mudou, de alguma forma assinar começou a fazer sentido, pois era uma forma de dizer estou aqui. E Eu Sou o que Eu Sou. Assumo o compromisso da Arte em mim, do fluir do seu Espírito no meu Espírito, na minha vida, na minha mão. Não tenho vergonha de mostrar que através de mim podem nascer coisas belas. Ser mãe de muitos filhos. :) E eles são para partilhar e serão sempre livres, com ou sem assinatura... Deixaram assim de ser filhos orfãos, pois assumi minha materidade através deles :) Se calhar isto é tudo muito tonto, mas é assim que sinto...
E depois veio este nome... Um nome não tem importância alguma, importante são as nossas ações, como sentimos e como vivemos, mas um nome pode ter bastante influência ao mesmo tempo, pois é uma  vibração, uma assinatura energética que molda o nosso ADN. Sempre achei que o nome Alexandra não me servia, que os meus pais se tinham enganado. Que era demasiado comprido para o meu 1.50m de gente... Era como usar um 40 quando calço 35. Sempre fui a Xana, a Xaninha (que tenho vindo a tentar erradicar nos últimos anos sem grande sucesso)... Xaninha então... esse nome nem me deixava crescer, era um tamanho 25! Depois voltei à terra que me viu ser criança, o Brasil e lá Xana é nome de orgão sexual feminino, por isso pela 1ª vez na vida comecei a apresentar-me como Alexandra, com a vibração completa do meu nome de nascimento. E comecei a gostar mais dele, assim na versão Brasileira. Em Português soava pesado e sério, em brasileiro parecia uma carícia cantada :) Alexandra...  Rápidamente passei a ser a Ale... Mas fiz as pazes com o meu nome. Então voltei a Portugal e decidi assumir a Alexandra em modo português mesmo :). E assim tem sido desde 2007. Mas agora, na Índia, sabia que a Amma dava nomes e que podia ter ou não a oportunidade de receber um nome espiritual.
Devo confessar que gostava de receber um nome dado pela Amma, mas não estava "agarrada" a isso e aconteceu.  Por isso, apartir de agora passo a assinar Jayada e este foi o 1º desenho que recebeu este nome, cuja tradução é: "Aquele que dá a Vitória". 
Que assim seja. "Não eu, Deus em mim é a Vitória Cósmica da Luz". Agora é disto que me lembrarei sempre, quando me chamarem Jayada. Jay para os amigos e para os golfinhos de Kerala, hehehe... Vitória à Mãe Divina no coração de todos os Seres!



Golfinhos, 2012
Jayada©
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sábado, 28 de julho de 2012


"Aquele a quem a Natureza começa a desvelar seus segredos se sente atraído por seu intérprete mais qualificado: a Arte" - Goethe



            Epifania do Graal sobre falésia, Alexandra Carvalho© - 2011

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Aldeia das Amoreiras Sustentável

Vídeo Aldeia neste link:
http://www.youtube.com/watch?v=cFpMRJ06iFM&feature=share

Pastel seco à Alentejana

Na beira do grande fumeiro da Casa Verde, à luz do fogo que aquece generoso (enquanto as costas recebem a frente fria que vem da cozinha cuja porta não pode estar fechada senão o fumo não sobe pela chaminé)... dançam as pontas dos meus dedos ao ritmo das labaredas no pastel seco. Na beira de novos amigos que tocam viola e cantam, acompanhando o meu gesto, na inspiração da partilha amorosa da Natureza, que pede a Graça misericordiosa de uma gota de chuva, nascem as formas e sem saber como aprendo a dar vida... brotam árvores no papel e suas copas se tocam comungando segredos que só revelam a quem as abraça e escuta...
Belos foram os dias como voluntária na Comunidade da Aldeia das Amoreiras. 
Fazendo novos amigos, revendo amigos de longa data que agora vivem pelos montes alentejanos criando abelhas, fazendo sabão e casas de banho secas como miradouros para as estrelas (nunca me senti tão inspirada num WC seco como neste da Patrícia, com janela para o Universo hehehehe), caiando o interior da casa ao som de Sérgio Godinho, cozinhando, rindo, cantando, cuidando e sendo cuidada, de catana em punho no quintal a cortar em pedacinhos ramos podados das oliveiras e silvas arrancadas à sua raíz... para devolver à Terra o que dela temos tirado, tirado e tirado: carbono.
Cada vez que baixa o peso da catana sobre mais 5 cm de futura biomassa cortada é uma oração de perdão e gratidão por tudo o que a Terra nos dá e a oportunidade de devolver a ela... 
Centenas de anos a atirar para cima, agora há que devolver atirando para baixo... 


Alexandra Carvalho©, 2012